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Agora vai?

Março 13, 2008

“O Brasil está finalmente no caminho para deixar de ser o eterno gigante adormecido e se tornar uma das economias mais importantes do mundo”. É o que afirma Luiz Carlos Mendonça de Barros, dono da gestora de investimento Quest, na reportagem “O Brasil que acelera” do Portal Exame.

A matéria fala sobre o otimista desempenho da economia brasileira nos últimos dois anos e faz projeções animadoras quando se fala em investimentos estrangeiros no País.

O primeiro destaque do texto de José Roberto Caetano e Roberta Paduan compara o momento atual vivido no Brasil com fatos marcantes na história de grandes potências mundiais como Japão, Estados Unidos e recentemente a China. Num segundo plano aponta em números os crescimentos de diversos setores da economia (ver anexo abaixo).

Apesar dos bons números e da expectativa de crescimento nacional acentuada, uma enquete desenvolvida pela EXAME com os presidentes de 136 das maiores empresas de capital estrangeiro instaladas no país [para verificar a percepção sobre a evolução da economia brasileira e suas perspectivas] indica que quase metade dos entrevistados reconhecem a melhora na economia, mas informam que a matriz das organizações ainda mantém cautela ao cenário atual.

‘Será que chegou a vez do Brasil?’ Tomara que sim, mas alguns problemas sociais grotescos deverão ser corrigidos o mais breve possível, pois embora não interrompam em totalidade o processo de aceleração da economia, mancham a imagem interna e externa do País.


ANEXO
A dimensão e o crescimento de alguns setores de consumo no Brasil
(tamanho do mercado em dólares)

Alimentos industrializados
2002 – 34 bilhões
2007 – 67 bilhões
Crescimento de 97%
Automóveis
2002 – 24 bilhões
2007 – 38 bilhões
Crescimento de 58%
Bebidas
2002 – 8 bilhões
2007 – 18 bilhões
Crescimento de 125%
Computadores
2002 – 10 bilhões
2007 – 16 bilhões
Crescimento de 60%
Cosméticos e higiene pessoal
2002 – 7,6 bilhões
2007 – 20,5 bilhões
Crescimento de 70%
Móveis e artefatos domésticos
2002 – 10 bilhões
2007 – 17,5 bilhões
Crescimento de 75%
Ferramentas e reparos domésticos
2002 – 8,4 bilhões
2007 – 13,6 bilhões
Crescimento de 62%
Roupas e calçados
2002 – 22 bilhões
2007 – 33 bilhões
Crescimento de 50%

Com informações do Portal Exame.